Suplementos de Cálcio e Risco de Ataque Cardíaco

Sexta-feira, Julho 30, 2010


A suplementação de cálcio, frequentemente consumida por idosos no combate a osteoporose, esta associada a um risco aumentado de ataque cardíaco, segundo estudo publicado no British Medical Journal.

Os resultados sugerem que novos estudos reavaliando o papel dos suplementos de cálcio no tratamento da osteoporose sejam necessários. Suplementos de cálcio são comumente prescritos visando a melhora da saúde do esqueleto, mas um estudo sugeriu que o mesmo poderia aumentar as taxas de ataque cardíaco (infarto do miocárdio) e eventos cardiovasculares em mulheres idosas saudáveis.

Para se investigar esta questão tão importante, uma equipe internacional de investigadores analisou os resultados de 11 ensaios clínicos randomizados de suplementos de cálcio (sem co-administrada a vitamina D), envolvendo 12.000 pacientes.

Diferenças no desenho do estudo e da qualidade foram tidos em conta para minimizar o preconceito. Eles descobriram que os suplementos de cálcio foram associados com cerca de 30% do aumento do risco de ataques cardíacos, e menores, não-significativo, o aumento de risco de AVC e mortalidade.

Os resultados foram consistentes em testes e foram independentes da idade, sexo e tipo de suplemento.

Tendo em conta os benefícios modestos de suplementos de cálcio na densidade mineral óssea e na prevenção de fraturas, uma reavaliação do papel dos suplementos de cálcio no tratamento da
osteoporose é garantido, eles concluem.

Com base nos dados limitados disponíveis, os pacientes com osteoporose geralmente não devem ser tratados unicamente com suplementos de cálcio, isoladamente ou combinado com a vitamina D, a menos que eles também venham a receber um tratamento eficaz para a osteoporose. O consumo indiscriminado de suplementos de cálcio sem orientação médica (nutricionista) tem sido outra grande responsável pelos resultados descritos.

Texto: Vinícius Graton Costa - Nutricionista.

Enxaqueca: A Alimentação Pode Ajudar?

Quarta-feira, Julho 28, 2010


Cefaléia é o termo médico utilizado para definir dor de cabeça. Estudos mostram que 90 a 100% das pessoas têm ou terão crises de dor de cabeça ao longo da vida.

A cefaléia pode ser dividida em primária e secundária. Quando é o sintoma de alguma doença, é chamada secundária, como por exemplo, em casos de infecções, aneurismas, tumores cerebrais entre outras situações. Quando a dor é por si só a manifestação principal da doença, é chamada cefaléia primária, como é o caso da enxaqueca.

A enxaqueca é uma doença comum, incapacitante, caracterizada por crises de dor pulsátil e latejante em um lado ou em ambos os lados da cabeça. Uma crise pode durar de 3 horas a 3 dias, podendo ser precedida por alteração de humor, irritabilidade e depressão, alteração do apetite, alterações na visão com sensibilidade à luz, sensibilidade ao barulho, náuseas, vômitos, fraqueza, tontura e diarréia. A enxaqueca é uma das principais causas de incapacidade e perda produtiva no trabalho.

A interação entre enxaqueca e nutrição é um tema amplo e polêmico e existem muitos mitos e verdades sobre o assunto, que serão elucidados a seguir.

Fatores nutricionais desencadeantes da enxaqueca

Os alimentos mais citados pela literatura como desencadeantes da enxaqueca são: doces (açúcar), álcool, adoçantes, glutamato monossódico, nitritos, cafeína e alimentos que contém tiramina. O jejum prolongado é considerado um comportamento alimentar que também pode desencadear o problema.

A suscetibilidade a determinado alimento depende de cada indivíduo, por isso é importante que o paciente preste atenção na alimentação e qual o alimento ocasiona uma crise de enxaqueca.
Vários são os fatores alimentares desencadeantes de crises de enxaqueca, mas muito mais freq-entes são os mitos relacionados a eles.

Os alimentos capazes de desencadear a enxaqueca possuem em sua composição substâncias capazes de provocar alterações no calibre dos vasos sanguíneos do encéfalo, primeiramente diminuindo-os e em seguida aumentado-os. São estas alterações do diâmetro das veias que provocam mudanças na visão e dores de cabeça, ou a enxaqueca clássica.

Doces, açúcar e álcool – quando há um aumento do consumo desses alimentos, pode acontecer hipoglicemia. O organismo reconhece uma “falta” de energia no cérebro para seu funcionamento normal e utiliza outros mecanismos para manter os níveis de glicose cerebral. Um dos mecanismos é o aumento da produção de catecolaminas (gerando vasoconstrição dos vasos sanguíneos), que tem como conseq-ência o aumento da freq-ência cardíaca, da temperatura, irritabilidade e a produção de prostaglandinas que causam vasodilatação e por conseq-ência a enxaqueca.

Adoçantes – Segundo estudos da literatura, o consumo de 30mg de aspartame por dia pode aumentar em até 9% o risco de enxaqueca em indivíduos predispostos.

Glutamato monossódico – tempero muito utilizado nas cozinhas orientais, pode inibir a absorção de glicose por parte das células cerebrais, desencadeando o problema.

Nitritos – utilizados para realçar a coloração e o aspecto dos alimentos, é utilizado em embutidos. Possuem ação vasodilatadora, ocasionando a cefaléia.

Cafeína – está presente no café, chá mate, guaraná, cacau e chocolate. Tem ação vasodilatadora nos vasos sanguíneos do corpo e ação vasoconstritora dos vasos sanguíneos do cérebro.

Tiramina – está presente em queijos amarelos, chocolates, vinagre, bebidas alcoólicas, iogurtes, lentilha, amendoim e sementes, que devem ser evitados por quem tem predisposição à enxaqueca.

Dicas alimentares para evitar episódios de enxaqueca:

- Adequar o consumo de carboidratos, especialmente os carboidratos complexos (cereais, massas, pães, farináceos, etc), já que o cérebro utiliza os nutrientes provenientes destes alimentos como fonte de energia em todas as suas funções.

- É importante acrescentar frutas na dieta, pela maior quantidade de vitaminas, minerais e fibras que possuem, sendo esses nutrientes que atuam no bom funcionamento do organismo.

- O selênio, um mineral envolvido no funcionamento do sistema nervoso central, também pode ser eficiente no controle do problema. O consumo de apenas uma unidade de castanha-do-pará é suficiente para se alcançar às quantidades recomendadas diariamente.

- O fracionamento da dieta deve acontecer com a ingestão de seis pequenas refeições ao dia, evitando os jejuns prolongados, que são considerados causadores de crises de enxaqueca.

- Todas as bebidas alcoólicas podem causar enxaqueca, porém os vinhos tintos são mais prováveis de provocar a dor devido ao seu conteúdo de taninos. Evitar o consumo de várias doses, pois pode aumentar a possibilidade de uma crise de enxaqueca.

- Estudos sugerem que baixos níveis de magnésio facilitariam o desenvolvimento da vasoconstrição que acarretaria a enxaqueca. Portanto é importante ingerir alimentos fontes desse mineral, como as folhas verdes escuras, soja, leguminosas, castanhas, cereais como aveia, arroz integral, pães integrais, carnes, peixes (salmão) e ovos.

- Assim como o magnésio, a vitamina B2 seria eficaz na prevenção e tratamento da enxaqueca. O mecanismo pelo qual estes nutrientes agem na enxaqueca é incerto, mas é possível que ocorra estabilização de membrana celular e melhora da função mitocondrial. As principais fontes de vitamina B2 são leite, queijos (especialmente ricota e requeijão), iogurtes, carnes magras, ovos e vegetais verdes.

Esta matéria foi redirecionada do site RGNutri
www.rgnutri.com.br

Uma reflexão sobre nossos alimentos

Terça-feira, Julho 27, 2010


Por que consideramos sempre precioso aquilo que é raro? Por que não considerar precioso aquilo que também temos em fartura ao nosso dispor?

Uma curiosidade, no Ocidente, as especiarias da Ásia, notadamente a pimenta-do-reino, foram durante muito tempo consideradas como substâncias preciosas, reservadas ao uso dos ricos e dos poderosos, em razão da sua proveniência longíqua e da sua raridade. Disponíveis hoje em qualquer mercado de bairro, essas especiarias não evocam nada de precioso!

Durante muito tempo nós seres humanos vivemos por períodos de extrema escassez de alimentos, tivemos de sobreviver a grandes transformações no percorrer de nossa evolução, vivemos hoje no entanto, pela primeira vez na nossa história, uma época de grande abundância de comida. E ao invés de aproveitarmos essa grande abundância de alimentos para melhorarmos nossa condição, a grande maioria de nós simplesmente desinteressou pela variedade de alimentos disponíveis e ainda pelos seus efeitos sobre a saúde.

A superabundância de alimento deve ser considerada como uma ameaça para a nossa saúde e o nosso bem-estar, do mesmo modo que a carência de comida.

Texto: Vinícius Graton Costa

Alimentos Funcionais - Maçã

Segunda-feira, Julho 26, 2010


Rica em pectina, a maçã retarda a absorção da glicose e auxilia na redução do mau colesterol (LDL). Oferece também flavonoides de grande poder antioxidante. Com alto teor de potássio, protege o coração e agiliza a eliminação do sódio excedente no organismo. Colabora na prevenção da desidratação nos dias de forte calor por evitar a perda de água pelo intestino.

Vinícius Graton Costa - Nutricionista.

O sentido mais complexo do corpo humano: O Paladar

Quinta-feira, Julho 22, 2010


O paladar é o sentido mais complexo do corpo humano, capaz de causar tanto a intervenção dos nossos sentidos físicos como também da nossa memória quanto a nossa cultura. A participação ativa do cérebro no paladar acrescenta uma dimensão hedonística ao ato de comer, uma característica essencial da alma humana.

Alimentos ricos em energia provocam em nossos sentidos estímulos excessivos nos centros do prazer, perturbando os mecanismos de controle do apetite e causando um desequilíbrio que participa do acúmulo de reservas calóricas sobre a forma de gordura.

Texto: Vinícius Graton Costa - Nutricionista.

Por que tanta resistência pelo sabor amargo?

Quarta-feira, Julho 21, 2010


Um recém-nascido aceita com facilidade e prazer o açúcar, não reage tanto ao sal, faz careta ao contato com o ácido e rejeita completamente qualquer sabor amargo. Essa repulsão que todos nós apresentamos quando criança pelo sabor amargo, vem da nossa evolução, já que moléculas tóxicas presentes em alguns tipos de vegetais tem a característica comum de serem muito amargas, e a identificação deste amargor teve um papel fundamental na identificação das espécies vegetais comestíveis e não comestíveis.

Nozes: Doenças Cardiovasculares e Mal de Alzheimer

Terça-feira, Julho 20, 2010


Novos estudos realizados com pacientes americanos e de países mediterrâneos comprovam que o consumo de nozes é importante na prevenção de doenças cardiovasculares e por reduzir a incidência de morte súbita entre doentes deste grupo.

As nozes contêm grande quantidade de vitamina E, gorduras monoinsaturadas, magnésio, potássio, cálcio, zinco e fibras. Em recente estudo realizado nos EUA, um grupo de 815 pessoas com mais de 65 anos foram estudadas por cerca de 4 anos e ficou demonstrado que os consumidores de nozes têm menos chance de desenvolver o Mal de Alzheimer.

E como fazemos para obter tais benefícios? Basta comer uma porção de nozes (cerca de 30g) duas vezes por semana para já fugir das estatísticas!

Texto: Vinícius Graton Costa - Nutricionista.

Mais da metade da população mundial pode estar com deficiência de vitamina D

Domingo, Julho 18, 2010


Você consome a quantidade correta de vitamina D? Seria a exposição ao sol a maneira mais natural de estimularmos a produção de vitamina D? Os suplementos alimentares não seriam os mais eficientes?

Recente estudo mostrou que dois terços da população mundial sofre de deficiência de vitamina D. Sabemos que somente a ingestão de alimentos ricos em vitamina D não é totalmente eficaz para a maioria dos adultos. Atualmente, a ingestão diária recomendada de vitamina D é 200 unidades internacionais (UI) para pessoas de até 50 anos; 400 UI para pessoas com idade entre 51-70 anos e 600 UI para pessoas acima de 70 anos.

Há um grande consenso entre cientistas para que a ingestão diária relativa a vitamina D seja aumentada para 2.000 e 4.000 UI para a maioria dos adultos. A ingestão de 2.000 UI por dia pode perfeitamente ser alcançada com uma combinação de alimentação, sol, suplementos e possivelmente até mesmo com a exposição de bronzeamento controlado.

Para mais comprovações, são necessários mais estudos para se justificar tais benefícios. Vários estudos relatam uma redução substancial na incidência de câncer de mama, câncer de cólon e diabetes tipo 1 em associação com a ingestão adequada de vitamina D, o efeito positivo ocorre geralmente no prazo de cinco anos do início de uma ingestão adequada de vitamina D.

São fontes de vitamina D: peixes, ovos, óleo de fígado de bacalhau, leite, suco de laranja, alguns iogurtes e alguns alimentos fortificados com vitamina D.

Texto: Vinícius Graton Costa - Nutricionista.
Agende sua consulta: (34) 3255.1237 - 3231.8655 - 3237.4430 - 9166.8484

Regressão de cálculos biliares e ingestão de alho e cebola

Terça-feira, Julho 13, 2010


Recente pesquisa analisou o potencial de saúde de uma alimentação rica em alho e cebola na redução da incidência e severidade de cálculos biliares de colesterol (CGS). O estudo foi realizado experimentalmente em camundongos.

No estudo, o alho e a cebola foram capazes de regredirem o CGS preestabelecido. Após a indução de CGS em ratos com uma dieta litogênicas durante 10 semanas, eles foram mantidos em dieta basal contendo 0,6% de alho desidratado ou 2% de cebola desidratada por mais de 10 semanas. Os alimentos crus ou processados, foram capazes de regredirem a CGS em camundongos em até 53% a 59%, enquanto a regressão do grupo de controle da dieta basal era de apenas 10%.

A potência antilithogenic do alho diminuiu seu processamento térmico, mas não no caso da cebola. O colesterol biliar foi significativamente diminuída em animais alimentados com alho e cebola. Estes resultados indicam que o consumo do alho e cebola são responsáveis em acelerarem a regressão do CGS pre-formado, promovendo a dessaturação do colesterol na bile.

Texto: Vinícius Graton Costa - Nutricionista. Agende sua consulta: (34) 3255.1237 - 3231.8655 - 3237.4430 - 9166.8484

Título original: Regression of preestablished cholesterol gallstones by dietary garlic and onion in experimental mice.

Uma reflexão sobre nossos pontos de controle


Se o paladar e o olfato têm papéis cruciais no processo de seleção da qualidade dos alimentos, os mecanismos de controle do apetite e do peso corporal cumprem funções essenciais na determinação da quantidade de alimento necessário para as nossas necessidades. Mesmo que um alimento tenha sabor delicioso, existem limites sobre o quanto podemos comer! Reflita sobre isso...

Um alimento responsável por combater doenças de estômago e intestino


Um tempero tão pouco utilizado na culinária brasileira, capaz de prevenir doenças do estômago e intestino. Quando utilizamos ele com outros alimentos, conseguimos fazer com que a digestão ocorra mais facilmente. De quem estamos falando? Do alho!

O alho ajuda na prevenção de diversas doenças como já dissemos, doenças do estômago e intestino, quando consumido com alguns alimentos como o salamito, salsichas e demais carnes embutidas, é capaz de auxiliar na digestão. Possui grande ação sobre o sistema imunológico, ajudando no combate da bactéria Helicobacter Pylori, a grande causadora da gastrite, úlcera e até mesmo do câncer gástrico.

Suas propriedades nutricionais: rico em enxofre, o alho tem inúmeras outras funções, como analgésico, antioxidante, antioncogênico, anti-séptico, anti-inflamatório, anticoagulante e diurético. Rico em adenosina, que tem efeito relaxante das fibras musculares, o alho é coadjuvante no tratamento da hipertensão arterial. Responsável também em auxiliar no combate à formação de coágulos, tendo importante papel na prevenção de derrames e infartos.

Texto: Vinícius Graton Costa - Nutricionista.
Agende sua consulta: (34) 3255.1237 - 3231.8655 - 3237.4430 - 9166.8484

O primeiro cereal a ser domesticado pelo homem: Trigo

Segunda-feira, Julho 12, 2010

Você sabia que o trigo foi o primeiro cereal a ser domesticado pelo homem? Isso mesmo, o trigo apareceu há cerca de 10.000 anos no Crescente Fértil (região em forma de arco compreendendo o Antigo Egito, o Oriente Médio e a Mesopotâmia), onde se encontram os primeiros vestígios de cultivo de duas espécies selvagens, o espelta ou trigo vermelho (Triticum monococcum) e o amidoneiro (Triticum turgidum dicoccoides).

Como a grande maioria das espécies cultivadas pelos seres humanos, a emergência de variedades domésticas destas plantas cultivadas ocorreu em consequência da seleção pelos humanos de mudas com grãos maiores, que melhroavam o rendimento do cultivo. A contribuição do trigo para a alimentação humana é notável, pois eles exerceram grande papel na subsistência de 35% da população mundial.

O trigo, um alimento rico em proteínas, carboidratos, fibras, vitaminas do complexo B, cálcio, potássio, fósforo e magnésio.

Texto: Vinícius Graton Costa - Nutricionista.
Agende sua consulta: (34) 3255.1237 - 3231.8655 - 3237.4430 - 9166.8484

Uma grande similaridade entre nós humanos e os símios...


Você sabia que os humanos e os símios estão entre os raros animais (com a notável exceção da cobaia e de certos morcegos) incapazes de fabricarem por si mesmos a vitamina C?

Isso mesmo, nós seres humanos e os símios devemos obtê-la a partir de fontes alimentares vegetais. Isso se deve ao fato de termos perdido durante a evolução, o gene responsável pela enzima (a L-gulonolactona oxidase) responsável por participar da fabricação dessa vitamina a partir do açúcar; no entanto, essa "doença genética" teve pouco impacto para os símios, já que estes possuem um alto consumo de frutas, estimando-se que o seu regime alimentar possa fornecer de dez a vinta vezes a quantidade de vitamina C necessária.

Um outro fator bastante curioso é que a obtenção desses vegetais foi facilitado por uma outra mutação genética, que fez dos humanos e dos símios os únicos mamíferos capazes de desenvolverem uma visão tricomática (percepção das cores azul, verde e vermelha). Essa adaptação teve um papel fundamental na nossa evolução, permitindo distinguirmos as frutas que chegam à maturidade (vermelhas) em um ambiente principalmente composto de verde e assim ter acesso a uma fonte importante de comida.

Vinícius Graton Costa - Nutricionista.

 
 
Copyright © NutriçãoSadia